27.10.06

TV Globo- 4º bloco - final

Duas perguntas e fim de festa. Agora está nas nossas mãos. A bateria vai terminar. Alckmin entra falando de problemas e não faz a pergunta. Lula fala com o telespectador em casa. Assume todos os programas federais e diz que tenta recuperar o tempo perdido. Manda bem....assume os erros e fala das ações que fez. Alckmin que tentou pegar Lula se perde...corre atrás do prejuizo e estoura o tempo. Lula bate na tecla dos 90% dos programas sociais. Deita e rola. Alckmin está encurralado pelo tempo....se tivesse torcida organizada o grito de bi-campeão já seria ouvido.
Alckmin tenta marcar um gol faltando 9 minutos para meia noite...e estoura o tempo. Lula bate no PCC e chama a Febem para o centro do debate. Ganha aplausos. A platéia tenta virar o jogo a favor do Alckmin que promete. Alckmin encerra sua participação na campanha eleitoral...apequenou-se. Lula fala de realizações. Fala para a periferia, para as minorias ( que são maioria no Brasil), fala para os jovens. Fala que vai fazer o que os tucanos não fizeram...mata no peito, põe a bola no terreno, sai tocando....dá olé.....ele merece. Sai aplaudido. Fim do jogo.

7 comentários:

Anônimo disse...

VOU DAR UMA FORÇA PRA ESSE BLOG.
JA QUE NINGUEM COMENTA NADA AQUI. VAMO VER SE O MEU VOCÊ PÕE.
FICOU BEM RUIM PRO LULA TER QUE EXPLICAR PROS INDECISOS QUE, TUDO QUE ELE FALA QUE TÁ DANDO CERTO "NESTEPAIZ" ESTAVA LITERALMENTE REPRESENTADO, AO CONTTRÁRIO, ALI PELO POVO.
SEM CARTEIRA ASSINADA, PORTANTO SEM TRABALHO OFICIAL.
SEM PAGAR IMPOSTOS, PORQUE O IMPOSTO TÁ ALTO DEMAIS NESTE GOVERNO.
COM PROBLEMAS AMBIENTAIS, PORQUE LULA TA PRIVATIZANDO A AMAZÕNIA.
FALAR EM PALANQUE É FÁCIL.
ENCARAR O POVO COM SEUS PROBLEMAS. NA LATA.
FICOU DIFÍCIL PRO LULA EXPLICAR.
EM TEMpo; ESSE NEGÓCIO DO LULA BATER AS MÃOS PRA FALAR PEGA MAL.
PARECE QUE VAI COMEÇAR A FALAR DE ALGUM NEGÓCIO QUE TÁ PRA FECHAR.
DESRESPEITOSO PORQUE MENTIU.
LULA FOI MAL.
UM ABRAÇO DEMOCRÁTICO
NEUSA

Anônimo disse...

Parabéms, Nelson.
Passou...fiquei apreensiva. Agora, é bola pra frente e olho nas urnas para não serem fraudadas. Não podemos confiar em vampiros/sanguessugas.
Bom dia!

Anônimo disse...

Oi
Que bom que você postou o comentário.
Demonstra civilidade, coisa que a gente não tem visto mais entre os partidários, deste ou daquele, especialmente os petistas.
Ja fui uma, sei como é.
Com os olhos embaçados, ou melhor, voltados prum futuro sem corrupção, com um governo voltado aos interesses do povo, sem lenga lenga de passado. Também fui uma petista arraigada.
Mas, não vou ficar aqui dissertando sobre todo aquele sonho que a gente sonhou porque isso faz tempo. E a bola tem que ir prá frente. Decepções a gente vai acumulando e, com sabedoria, vamos descartando as situações que possam nos levar a elas.
Dizer que a gente vai aprendendo não é falar toda a verdade. A gente às vezes desaprende e, vê, estupefato que caiu de novo na armadilha.
Pra não perdermos a ternura jamais o que se pode ir fazendo pela vida é ir olhando "pessoas e situações" de maneira diferente. Sem ignorar ou ser indiferente. Apenas vendo de modo diferente e, compreendendo que, somos sim, seres humanos diferenciados uns dos outros. Uns melhores, outros piores, outros na coluna do meio etc.
Mas, pra não ficar em "filosofismos" hoje, o certo pra quem ainda acredita em valores é marcar ponto em outra freguesia. Não mais a do Lula. Aceitar alianças vergonhosas em nome do poder é tudo que a gente nunca quis.
Se os outros faziam, e a gente criticava, o PT nos vendeu outro peixe.
Ah, os tempos são outros. Dirão. Sem alianças, sem corrupção não se governa e o PT tá fazendo o jogo.
Pra mim esse discurso não serve. Pra mim governo bom é governo que não rouba e não deixa roubar.
É governo que aposta no bem estar do povo. Sem preservar a pobreza pra angariar votos - como velhos caudilhos já faziam neste Brasil.
Olhar pro pobre de igual pra igual. Como um sujeito que tem direito sim. Passar a mão na cabeça e mandar ir tocando a vida nunca não é, convenhamos, a melhor estratégia.
Mas, enfim, dirão também, a elite vive bem e os pobres precisam do assistencialismo.
Concordo, numa primeira fase, assistencialismo de emergência, mas, depois, colocar este homem em pé. Dar a ele um trabalho. Aos filhos estudos. A família condição igual. Só assim vamos ver este homem dizendo "não" isso eu não quero. "Eu quero" outra coisa.
Vamos combinar que os mais humildes nunca conjugam esse verbo inteiramente.
Obrigada por ter postado meu blog mesmo sabendo que este é um site à favor do Lula.
Um abraço democrático
Neusa Pereira

Nelson R.Perez disse...

Neusa...partilhando.
Querer o melhor, seja qual for o desejo, é a plataforma de embarque que embala o sono de todos. Ter a sorte de poder embarcar dessa plataforma são outros 500. Desde "chico" (me encanta a palavra castelhana "chico") vejo nosso país com as lentes que a mim foram dadas. Como tirei a sorte grande, nasci no meio do burgo e assim tive a possibilidade de estudar um tanto e começar a trabalhar no que queria outro tanto.
Quando completei 12 anos - aos 30 de março - ouvi da janela de casa os tanques seguindo rumo ao Palácio Guanabara no Rio de Janeiro. Do golpe para cá vi o modelito se repetir ad multo annos. A festa popular por causa da vitória de Lula em 2002 só foi o que vc acompanhou pois tinha toda essa carga pesada do passado. Hoje, não acho que o melhor seja dar um passo atrás porque as coisas não saíram como o desejado. Sou governo pela primeira vez na vida depois de assistir durante décadas mortes, torturas e muita, muita pilhagem. Não achou que é hora de entregar a rapadura aos gorditos de sempre. Na política nacional a regra de três é a básica: Lula está para o brasileiro mais carente assim como os gorditos tucanos estão para os amigos beneficiados de sempre. Os desvios existem para serem corrigidos. É preciso acertar o rumo e seguir naqavegando. Abandonar o barco ao primeiro sinal de contrariedade é atitude de marinheiro de primeira viagem. Por isso a reeleição do sonho.
um abraço democrático...Nelson.

Anônimo disse...

Neusa,

Ajudei a colher assinaturas para a legalização do PT no Rio em 1979 e ainda sou petista.

Ainda não consegui entender porque muitos que "já foram" petistas utilizam a mesma linguagem do imprensalão e dos corruptos históricos do senado e da câmara ao insinuar que este governo rouba.

Como um governo rouba? Quem rouba são indivíduos que fazem parte do governo. O que um governo pode fazer é deixar que seus representantes roubem. Como você mesmo disse, um governo que deixa roubar. Gostaria de saber quem roubou neste governo, até agora só vi as acusações feitas por tucanos e pefelistas milionários (foi o próprio imprensalão que mostrou os três primeiros partidos dos milionários) que há muitos anos são acusados de vários crimes.

Ora, acompanho a política nacional há exatamente 42 anos. Minha "militância" política começou realmente no dia em que meu pai, tesoureiro do sindicato dos bancários de Brasilia, foi obrigado a se entregar ao pessoal do exército após o golpe em 64. Desde então, nunca vi a polícia do Estado trabalhar tanto na caça a corruptos de colarinho branco como agora. Nunca vi um governo ser tão achincalhado, ameaçado e objeto de atitudes criminosas do ponto de vista ético parlamentar como este. Veja bem, não acompanhei a atividade criminosa do imprensalão contra Jango porque ainda era um adolescente. O trauma das invasões que paramilitares promoviam (em nosso apartamento na SQ305 foram pelo menos três vezes) foi responsável pela minha conscientização que, até então, era embotada pela propaganda anti-comunista da escola que frequentava.

Por outro lado, o que poderíamos esperar do Partido dos Trabalhadores ao ganhar uma eleição em que teve que obedecer as regras do sistema democrático representativo e ainda se submeter às condições determinadas pela estrutura política brasileira que culmina com negociações para formação de base de apoio?

Precisamos compreender e aceitar que o PT ganhou o governo e não o poder. Não há como radicalizar políticas públicas socializantes por decreto. A única forma que conheço de se conquistar o poder é por uma revolução. Uma revolução mesmo e não um golpe qualquer.

Anônimo disse...

Meu caro Nelson
Não fui e não sou de abandonar barco. Pelo contrário, estou nele, como você e outros tantos de milhões de brasileiros.
O barco é o mesmo. Só que, num barco tão grande há os que acham que ele deve ir num rumo, outros que acham que ele deve seguir em outro. E há, naturalmente, os que não acham nada.
Assim é a vida. Assim é a política, infelizmente.
Ditadura, seja ela qual for, é burra.
Unanimidade, convenhamos, também não existe.
Transformar a situação num maniqueísmo tal onde, há os certos e os errados, também não nos leva a lugar nenhum. Aliás, nos leva sim a sectarismos. Palavra feia de falar e de escrever.
Assim, não concordo que este governo seja sim melhor pro povo. Ele mantém sim, o que todos nós petistas históricos e ainda na alma verdadeiros, sem nenhum vínculo com o "neopestismo" que se instalou, consideramos errado.
Chamar tucanos de gorditos e petistas de magritos. Esta foi a idéia no seu contraponto é fugir bastante da realidade hoje. Se olharmos a cúpula petista veremos gordura adiposta aos montes. Mas, nem quero me referir a cúpula porque dessa tenho nojo.
Quero me referir sim ao tão decantado povo, em nome de quem, tanta bogagem se diz e contra quem muito mal se faz.
Vamos ver até onde esse dito "governo revolucionário" irá levar as massas, sempre conduzidas quando bem manipuladas.
Vamos ver se um governo histórico é capaz de educar pra poder libertar essa massa do seu jugo. Se terá coragem de descartar os milhões de votos que a prisão assistencialista lhe traz.
Neste momento já não falo de governos só. Falo de gente. Gente miseravelmente desgraçada que vive em casebres, com pais de família à toa, mulheres catando aqui e ali farinha e água pra dar pra fieira de filhos postados na porta. Gente que bebe água suja, que empresta o corpo nu aos milhares de vermes espalhados pela terra.
Enfim, gente. Pra essa gente, meu caro Nelson, não existe política.
Existe desconsideração. Existem palavras fortes. Apenas palavras que o vento leva.
O que me interessa é ação e, desta forma, não há como abandonar barco nenhum.
Pelo contrário, estarei sempre tentando convencer, veja bem convencer, argumentar, discutir, brigar até com o motorneiro pra que siga no caminho certo.
Essa é uma prerrogativa minha e é única simplesmente porque é só minha.
Um abraço democrático
Neusa

Anônimo disse...

meu caro José
Primeiro não aceito e não admito ser comparada a qualquer sujeito desses que estão no "imprensalão" como você mesmo diz.
Incrível como as pessoas tem o poder de não querer enxergar. Mais provas, impossível. O sr. João Paulo Cunha chegou a apresentar notas fiscais fajutas, evidentemente, sem o menor pudor. Todas com numeração em sequência. Segundo, governo bom é governo que não rouba e não deixa roubar. Disso não abro mão. Não tem mais, nem menos mais. Não rouba, não é coneviente, não passa a mão na cabeça dos apadrinhados e vão em frente.
Aliás, prática exaustivamente usada pelo sr. Paulo Maluf, de quem hoje o sr. Luis Inácio Lula da Silva é parceiro.
Se política é um festival de conchavos que cansamos de ver, foi contra esses conchavos que o PT sempre brigou.
Brigou porque estava fora dele. Queria participar da panelinha. Ou melhor, na panelona porque, hoje, além de Maluf, tem aí como companheiros Roberto Jefferson (que foi amigão do Lula em quem ele depositou publicamente estrita confiança), José Sarney, a excrecência da política, Orestes Quércia, Severino, Renan Calheiros e, por aí vai.
Não, não partilho disso e nunca vou partilhar. Ou você se junta com seus pares e aí sim admininstra com seriedade ou, vai abrindo o governo pra quem puder dar um pouco mais de apoio e aí vira a bagunça organizada que virou este governo que de PT, não tem mais nada.
O que mais a sociedade quer para ver que o que existe hoje no poder é um achincalhamento total da moral e da ética em nome de algum "fim" que a gente ainda não descobriu o que é.
Ou melhor, já descobrimos, mas a massa não.
Continua a acreditar no governo do povo pelo povo. Velho caudilhismo histórico execrado em qualquer país de primeiro mundo e já execrado no Brasil.
Na minha casa ninguém rouba e nem é conivente com roubalheira. Se, pra ter certeza do crime o senhor precisa ver o presidente da república ouvindo tudo que ele diz que "não sabe", basta colocar em algum lugar uma câmera escondida.
Aí sim, o Brasil vai cair de costas com a bandalheira que rola solta.
Arrumar desculpas é próprio de quem não assume erros. A falsa intelectualidade e os "falsos operários de ocasião" vem dizer o óbvio. O que todos nós sabemos. Que o governo Lula encontrou já corrupção. Muito bem. E compactuou bonito com ela. E, vai ter que continuar compactuando. Berrar em palanques, dizer bravatas pode ser uma boa arma de conquista. Mas, seguramente não é de manutenção de poder. Quando o servilismo der lugar ao trabalho. Quando a ignorância der lugar a banco de escola. Quando o pobre, realmente, puder entrar numa faculdade com dignidade, sem decretos, medidas provisórias ou atitudes populistas. Aí sim estaremos falando de um governante decente. Poderoso.
Quando os pais de família do Nordeste puderem eles mesmos irem a um supermercado, como todos nós, e comprar tudo que precisa sem ter que depender de uma cesta básica, aí sim estaremos falando de governo de resultados.
Quando a família desse coitado que troca voto pela tal Bolsa Benefício, aí sim estaremos falando de um país desenvolvido.
Por enquanto o Lula não é nada disso e, com a companheirada que tem ao redor dele, nunca será.
Lula não é chegado aos livros, aoe estudo, todos nós sabemos. Mas, mais que isso. Seu marketing não permite que ele saia desse ignorantismo oficial, vamos dizer assim. Porque é assim que Lula vende. Se estudar, se se informar e se transformar, a cobrança será igual a que temos todos nós.
Por hora, é melhor deixar o Lula assim. O eterno operário que de operário mesmo nem deu uma década. Operários são os que martelam todo dia no trampo. Pagam uma previdência falida. São mal atendidos. Não tem educação decente... E aí seria uma lista gigantesca.
Também tenho origem humilde. Também vivi momentos difíceis neste país e não me escondi e nem abandonei o barco.
Também ajudei o Sr Luís Inácio Lula da Silva chegar ao poder e, tenho sim o direito de criticar.
E vou criticar sempre que o que estiver vendo não esteja dentro do que tenho como princípios.
E, não trate a imprensa como "imprensalão". A imprensa, graças a Deus, está aí mostrando todas as maracutaias. A imprensa até bajula o Lula. Imprensa que, se não tomar cuidado, vai ganhar um tampão de boca logo logo.
Não concordo com esse governo. Não gosto desse Lula e nem desse PT mafioso. Esse PT desconheço e nunca participei dele. O meu PT está na minha cabeça, nas minhas convicções, no que aprendi decentemente em casa com meus pais.
Esse PT pra mim tá no lixo da história.
Neusa Pereira