Foi-se a época em que a bola da vez que o imprensalão nacional perseguia era a das tendências do PT. A pergunta que não cansava de martelar era a de como o Partido dos Trabalhadores governaria com tanta gente pensando e agindo de maneira diferente? O tempo passou e tchan! em um passe de mágica o Brasil descobriu que o verdadeiro partido de futricas, tendências e desescontros, pasme, é o PSDB. Tasso que não ama Serra que não ama Eduardo Azeredo que não ama Alckmin que não ama FHC que não ama Aécio... lembra a Quadrilha de Carlos Drumond de Andrade.
Ora...ora, e é assim que a versão da "Quadrilha dos mal-amados" segue rumo a uma vaga cativa frente a tv para ver ao vivo, no dia primeiro de janeiro, mais uma posse do presidente Lula. Esse, um amado nas intenções de voto pela maioria esmagadora dos brasileiros.
As divergências internas no PSDB, aos 45 minutos do segundo tempo, foram finalmente reconhecidas pelo presidente dos tucanos. Tasso Jereissati, que também não ama o governador tucano do Ceará Lúcio Alcântara e até faz campanha contra ele, resolveu vir a público depois de passar uma temporada escondido no sertão cearense para declarar que encara com naturalidade a disputa travada nos bastidores tucanos.
Se ele quiz dizer... que as divergências entre os mal-amados é um conjunto dos traços particulares, da índole e do temperamento dos tucanos e por serem naturais elas seguem a ordem regular das coisas e nisso não há trabalho ou intervenção do homem...então está bem, entendi.
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