26.9.06

O que está em jogo no dia 1º de outubro

O princípio sagrado da democracia (“a cada cidadão um voto”) não pode ser substituído pelo veredicto de uma dezena de homens. A igualdade de condições para a disputa do voto não pode ser desequilibrada pelo uso da mídia na campanha, pela partidarização aberta e completa do noticiário e pela manipulação dos fatos. Nunca, na história recente do Brasil, assistimos uma tão despudorada ação dos meios de comunicação contra um governo e uma candidatura, sem falar na campanha contra o PT. Por Zé Dirceu.

4 comentários:

Anônimo disse...

Nelson, a propósito, passei pelo OI e encontrei o Dines desancando a ISTOÈ. Pincei alguns comentários para vc.

Prezado Dines, Já postei comentários relativos a sua matéria "A imprensa e os aloprados". Infelizmente me vejo obrigado a discordar novamente de você. Não sei se ëpoca deixou Isto É de saia justa. Para mim, Época vestiu saia justa ao publicar dias depois da matéria da Isto É a denúncia de que havia sido procurada para publicar o dossiê. Por que a demora? Insisto que você leia com mais atenção o que é publicado na página do OI. Alguns articulistas estão em posição diametralmente oposta às suas. Não consigo acreditar que você não percebe partidarismo na cobertura do Estadão, Folha, O Globo, entre outros. Queiramos ou não nosso Presidente é o Lula, ex-operário, mas, ainda assim Presidente da República. O achincalhe que a mídia tenta fazer com a figura do Presidente é inaceitável. O Lula continua a ser, até que as urnas digam o contrário o Presidente desta nação e, como tal, merece mais respeito. Saudações. Augusto César
Não é maravilhoso?

Anônimo disse...

Preste atenção neste:

Zilda de Araujo Araujo , Goiânia-GO - Professora
Enviado em 26/9/2006 às 5:11:52 PM

Há um equívoco no texto de Alberto Dines: a imprensa brasileira não será desmoralizada, ela já está desmoralizada. Basta fazer pesquisas confiáveis pra ver a opinião do povo brasileiro sobre esse "quarto poder", ou será que é poder de quarta categoria. Não caiu a ficha ainda para vocês notáveis do jornalismo que nós não acreditamos mais em vocês?

Anônimo disse...

Mas não poderia deixar de colocar o meu. Espero que goste.

Os comentários estão ótimos mas quero destacar o do Urbano Monte Carlo-BH. Simples, sincero, emocionante, verdadeiro. Não está difícil identificar onde estão as boas intenções. Já tivemos diversas experiências, já vimos este filme, diversas vzs. Não é possível que não tenhamos aprendido. Basta rever a nossa história. Todos os governos comprometidos com os pobres, oprimidos, com o bem da população foram defenestrados. Nossa memória tem que funcionar para que isso não mais aconteça. Os feitos do Sr. Lula são colocados em segundo plano. Nosso Presidente está sempre ligado a piadas deselegantes, sem sentido. Suas falas são torcidas, mal interpretadas e boicotadas. Foi elogiado e aplaudido, na ONU, por seu discurso emocionante, elogiado por dirigentes de diversos países. Não adiantou, ninguém comenta ou dá destaque. É tratado, em seu próprio País como uma pessoa menor, sem importância, com desdém. Realmente, tenho nojo da nossa imprensa.

Nelson R.Perez disse...

Maria
Hoje o Luiz Weis escreve "o baixo nível em alta". Acerta na mosca. E olha que ele fala do presidente mas (como sempre) de forma equilibrada e ponderada. Postei, sinceramente não me recordo quando, que os 3 anos e picos do psdb na oposição conseguiu ser pior que os oito anos deles no poder. Os tucanos usaram a colegagem, e esse é o termo exato, que estabeleceram com a imprensa palaciana como uma espécie de passaporte para implantar o desrespeito cívico como linha mestra estratégica. O resultado é o que se vê: aquilo deu nisso. Hoje a tentativa de golpe branco, e isso não é uma reclamação, morreu na praia. A resistência popular, via a intenção de voto, mostra claramente que eles não passarão com a facilidade que esperavam. Estamos fazendo história...male, male...nos saindo bem.