19.6.06

O undecágono argentino

Pau que nasce torto, morre torto. Este pode ser o epitáfio da seleção de Parreira, de Ricardo Teixeira, do poderio da Nike e da imprensa dos caraminguás - todos vestidos com a camisa canarinho. A seleção que não bateu na praia em 2002, graças a uma boa dose de sorte, chegou aos trancos e barrancos na Alemanha...uma morte anunciada. A razão básica do baixo desempenho, é a de que os convocados viraram primordialmente homens de negócio, o futebol ficou de lado... nada mais. Acima do peso, da idade e apresentando um jeito de jogar antigo, grande parte dos canarinhos virou simbólo, ícone, uma boa marca de faturamento extra campo. Como as selecões tradicionais também pecam pela mesma cartilha e el espectaculo de la FIFA no puede parar, o nível dos jogos vai ladeira abaixo e o pior cego continua sendo aquele que não quer ver. O tiro de misericórdia neste jeito de administrar o futebol ironicamente vem da vizinha Argentina e seu polígono nascido para matar. Os hermanos que - jogando uma bola redonda - - foram desclassificados antes das oitavas faz quatro anos (coisa do sobrenatural de Almeida), dão a exibição que ficaram devendo em 2002. Colado a eles, sem nikes, nomes e tradição o Equador e Gana também participam dessa festinha particular. Para o bem do futebol mundial espero que o undecágono argentino leve o caneco. Mas como futebol é uma caixinha de injustiças...aguardemos.

Um comentário:

daisy aguinaga d'eibar disse...

Já que não podemos fugir ao clima de copa do mundo vamos torcer para Gana continuar com seu belo espetáculo, assim a pobre África continua manchete por uns dias...