29.5.06

O pulo do tom pastel

A candidatura José Serra, mal iniciada a campanha de rua, revela que já sofre da síndrome que atingiu Geraldo Alckmin Carandiru: cair da plataforma de embarque onde se encontra agora. Depois da pesquisa Datafolha o ex-prefeito, que abandonou São Paulo no colo do PFL, evita comentar qualquer assunto que gere polêmica. A palavra de ordem é "não me comprometa". Confortável na casa dos 60 pontos percentuais, Serra assume, de boca cheia e fechada, o discurso da omissão. Assume que o tom da sua campanha a partir de agora é o pastel - quer agradar a Deus e ao Diabo, só não quer perder votos e provocar um segundo turno. Em tom pastel o candidato Serra foge quando perguntado sobre a crise aguda da segurança pública de São Paulo. Pastel, corre do apoio do seu ex-presidente e líder FHC. Um encontro com o pé frio Geraldo Alckmin Carandiru então...nem pensar. Sobre as declarações de Claudio Lembo: não viu, não escutou, não comenta. Sobre os minguados 10% de aprovação que o amigo e vice Gilberto Kassab PFL recebeu do paulistano: silêncio absoluto. Se José Serra pudesse, ficava dentro de casa até o dia da eleição.
Enquanto isso, do outro lado da rua, de peito aberto e sem evitar nenhum assunto constrangedor, Aloysio Mercadante vai alfinetando o tucano como se fosse um acupunturista. Caso o presidente Lula decida concorrer a reeleição a candidatura de Mercadante deve ganhar fôlego e com o horário eleitoral crescer. José "Omisso" Serra, quando chegar a essa altura do campeonato, vai ser obrigado a colocar o bloco na rua e no horário eleitoral explicar porque assumiu o tom pastel e abandonou os companheiros de infortúnio. Vai ser no mínimo divertido.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sao Paulo não merece a Múmia que é o Serra.