O jornalista Roger Ferreira, ex-assessor especial do Governador de São Paulo Geraldo Alkimin e Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica, fizeram simultaneamente, de olho no adversário, o mesmo movimento no tabuleiro do xadrez político. Mattoso, para proteger Palloci e Ferreira, para proteger Geraldo Alckimin, assumiram as culpas dos chefes para que eles não fossem atingidos. O lance foi em vão. Em Brasília, Antonio Palloci, apesar de ter colocado a economia nacional nos trilhos, não resistiu e teve que deixar a pasta do Ministério da Fazenda. Em São Paulo, segundo orçamento do país, o Governador Geraldo Alckimin - candidato preferencial dos tucanos - quase que escapa se a sexta-feira da desincompatibilização não estive tão perto e ao mesmo tempo tão longe. A pressão democrática e pela ética que fez Palloci entregar o cargo vai atingir o tucano paulista em pleno vôo, em um lance igual e ao mesmo tempo - um lance do xadrez político. Não resta outra opção além da renúncia ao candidato Alkimin, isto Roger Ferreira - que não se apequenou - deixou claro e bem escrito. A manobra, longe de ser uma coincidência, foi política e vai beneficiar José Serra, o único candidato que se esgueirou pela sombra o tempo todo. Serra agora está confortavelmente tão longe e ao mesmo tão perto da sexta-feira da desincompatibilização. Nos palanques, José Serra e o presidente Lula vão ter que demonstrar que nada tiveram com os fatos que envolveram Geraldo Alckimin e de Antonio Palloci. Mas lá quem vai ter a palavra é o eleitor.
2 comentários:
Um sujeito que arrota moralismo e ética se escondendo no anonimato e enchendo o blog com um punhado de asneiras, não merece respeito de ninguém.
Postar um comentário