Sem apresentar nenhuma prova o assessor especial de comunicação do Governador de São Paulo, Roger Ferreira, classificou como falsa a informação verdadeira de que os gastos em comunicação do governo do estado obedeçam quaisquer critérios que não sejam os técnicos. O Geraldo Alkimin Daslú sabe que a estratégia de apenas negar, de levar no grito e dar algum por baixo do pano, como aconteceu com o bloqueio das cpis no Estado de São Paulo, não funcionará no escândalo da Nossa Caixa - o Caixa deles. A camarilha paulista, que vai entregar de bandeja para o PFL o governo do estado e a prefeitura antes do prazo, fará o possível para evitar que a notícia se espalhe como um rastrilho de pólvora além de São Paulo. Como diriam os Opus dei....Miserere Nobis.
9 comentários:
Miserere Nobis é primoroso!!!!
hehehe!!!!
Miserere Nobis!
SAO DOZE ANOS DE IMPUNIDADE EM SP. ISSO TEM QUE ACABAR E MAIS, NAO PODE SE ESTENDER PARA O BRASIL. MISERERENOBIS
Documentos mostram que órgãos ligados a deputados foram agraciados com propaganda da Nossa Caixa a mando do Palácio dos Bandeirantes
Banco estatal beneficiou aliados de Alckmin
FREDERICO VASCONCELOS
DA REPORTAGEM LOCAL
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) direcionou recursos da Nossa Caixa para favorecer jornais, revistas e programas de rádio e televisão mantidos ou indicados por deputados da base aliada na Assembléia Legislativa.
Documentos obtidos pela Folha confirmam que o Palácio dos Bandeirantes interferiu para beneficiar com anúncios e patrocínios os deputados estaduais Wagner Salustiano (PSDB), Geraldo "Bispo Gê" Tenuta (PTB), Afanázio Jazadji (PFL), Vaz de Lima (PSDB) e Edson Ferrarini (PTB).
A cúpula palaciana pressionou o banco oficial para patrocinar eventos da Rede Vida e da Rede Aleluia de Rádio. Autorizou a veiculação de anúncios mensais na revista "Primeira Leitura", publicação criada por Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso. Ele é cotado para assessorar Alckmin na área econômica. Recentemente, a Quest Investimentos, empresa de Mendonça de Barros, foi escolhida para gerir um novo fundo da Nossa Caixa.
O banho de ética anunciado pelo candidato tucano à Presidência da República torna-se uma ducha de água fria com o resultado de uma auditoria na área de publicidade da Nossa Caixa, que revela o descontrole nas contas, e com a investigação, pelo Ministério Público do Estado, a partir de denúncia anônima, sobre o uso político-partidário do banco oficial.
Entre setembro de 2003 e julho de 2005, as agências de propaganda Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci Propaganda Ltda. continuaram prestando serviços sem amparo legal, pois o banco não renovara os contratos, conforme a Folha revelou em reportagem de dezembro último. O caso está sendo apurado pelo promotor de Justiça da Cidadania Sérgio Turra Sobrane.
Ao analisar 278 pagamentos às duas agências no período em que operaram sem contrato -no total de R$ 25 milhões-, a auditoria interna apontou irregularidades em 255 operações (91,73%).
Não foram localizados documentos autorizando pagamentos que somavam R$ 5,1 milhões. Em 35% dos casos, não havia comprovantes da realização dos serviços. Em 62,23%, os pagamentos não respeitaram o prazo mínimo legal de 30 dias. O patrocínio de campanhas de marketing direto era autorizado verbalmente.
A responsabilidade por esses pagamentos é atribuída ao ex-gerente de marketing Jaime de Castro Júnior, 48, ex-auditor do banco, com 28 anos de casa. Ele admitiu ter liberado pagamentos em valores acima dos limites que podia autorizar e, a partir de 2002, sem ter procuração para tal. "Reafirmo que assumi a responsabilidade pela liberação dos pagamentos, dados sua urgência e os interesses da instituição", afirmou à comissão de sindicância.
Ele foi demitido por justa causa, em dezembro, pelo presidente do banco, Carlos Eduardo Monteiro, sob a acusação de "mau procedimento", "desídia" e "indisciplina". O ex-presidente do banco Valdery Frota de Albuquerque também foi responsabilizado.
Pressões
Por entender que a comissão de sindicância poupou outros envolvidos, inclusive o presidente do banco, o ex-gerente preparou um relatório de 42 páginas em que revela outras irregularidades e as pressões que recebeu do Palácio dos Bandeirantes. "Houve atendimentos a solicitações de patrocínio e mídia, de deputados estaduais da base aliada, nas ocasiões de votação de projetos importantes para o governo do Estado", afirma Castro Júnior nessa peça.
O ex-gerente explicitou: "Por ser um órgão do governo do Estado, a pressão de cunho político para liberação de anúncios, verbas para eventos e patrocínios sempre foi muito forte. Fosse através da Secretaria da Comunicação, diretamente por deputados, vereadores, secretarias de Estado, do gabinete do governador, para atendimentos de natureza política, para sustentação da base política do governo do Estado".
Há suspeitas de que o esquema envolve outras empresas do Estado. Consultadas, Sabesp, Prodesp, CDHU e Dersa não responderam questionário da Folha.
O direcionamento da publicidade pelo Palácio dos Bandeirantes veio à tona com a quebra de sigilo da correspondência (e-mails) de Castro Júnior, autorizada pela direção do banco nas investigações.
Essa troca de mensagens indica que as determinações para a veiculação de interesse dos tucanos partiram do assessor especial de Comunicação do governo do Estado, jornalista Roger Ferreira.
Ele atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Foi chefe da Assessoria de Comunicação da Caixa Econômica Federal, entre 1999 e 2002, na gestão de Valdery Frota de Albuquerque, que o levou para assessorá-lo na Nossa Caixa.
Jornada dupla
Antes de trabalhar com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, Ferreira foi assessor da presidência da Nossa Caixa, entre março e outubro de 2003. Recebia R$ 17 mil mensais, salário superior ao do presidente do banco. O jornalista foi contratado pela agência Full Jazz, empresa cujos serviços deveria controlar. A agência pagava a Ferreira, que fornecia nota fiscal da RF Produções e Editora Ltda., com sede em São Lourenço da Serra (SP). A agência cobrava esses "serviços" do banco, com acréscimo de 10% a título de honorários. Trata-se de forma de driblar a legislação que veda a contratação sem licitação de serviços de publicidade e divulgação.
Segundo Castro Júnior, "a partir de sua contratação, o sr. Roger Ferreira passou a manter estreito relacionamento com as duas agências de propaganda, por ordem da presidência, coordenando as ações de marketing, notadamente aquelas pertinentes a campanhas e anúncios na mídia".
"Ele não poderia jamais ser contratado pela agência. Houve uma ilegalidade", diz o advogado Toshio Mukai, especialista em contratos e licitações públicas. Com a saída de Ferreira, Monteiro determinou a contratação da jornalista Shirley Emerich, para substituí-lo, no mesmo esquema da Full Jazz e o mesmo salário. Ela deixou a Nossa Caixa em julho de 2005, com o rompimento do contrato com a agência. Castro Júnior diz que não havia rubricas contábeis específicas para os pagamentos mensais dessas contratações.
2006/PUBLICIDADE SUSPEITA
Mensagens eletrônicas falam em "pedido irrecusável" de secretário de Alckmin e em valor "absolutamente desproporcional"
Em e-mails, anúncios são chamados de "lixão"
DA REPORTAGEM LOCAL
Os pedidos para veiculação de anúncios e patrocínios de interesse dos tucanos tinham um código ("lixão") e eram transmitidos à Nossa Caixa, por meio eletrônico, pelo publicitário Saint'Clair de Vasconcelos. Ele é presidente da Contexto, a agência de propaganda que detinha, na época, a conta da Casa Civil. Hoje, a Contexto atende a Nossa Caixa.
Os e-mails juntados ao processo, segundo o ex-gerente Jaime de Castro Júnior, são "uma pequena amostra das ingerências políticas" e "não representam nem de perto as pressões sofridas".
O que a comissão de sindicância tratou como "solicitações externas" eram "imposições", disse.
A verba distribuída aos veículos de interesse dos parlamentares era definida antes da escolha do produto ou da peça da Nossa Caixa que seriam divulgados.
Em linguagem coloquial, por exemplo, Saint'Clair recorreu a Castro Júnior, em agosto de 2004: "Outro abacaxi: preciso da sua ajuda para acalmar o deputado Afanázio Jazadji. Acertei com ele um montante que estou distribuindo entre os nossos parceiros. Você consegue programar uns 8 mil nos programas que ele tem no Canal SP-TVA? Já aprovei nos setores competentes este assunto".
O pagamento de veiculações em valores acima do praticado pelo mercado é confirmado em mensagem de Castro Júnior a Saint'Clair, em agosto passado: "Estamos efetuando os ajustes no plano de mídia encaminhado, incluindo verba para Rede Vida. O valor proposto por você é de R$ 200 mil. Porém, você sabe melhor que ninguém que este valor é absolutamente desproporcional em relação às outras emissoras".
No mês seguinte, o presidente da Contexto voltaria a apelar para Castro Júnior, novamente sugerindo um gasto já fixado antes da definição de como a despesa seria justificada: "Preciso que você dobre a verba da Rede Vida Televisão agora em setembro, de R$ 49.470,00 para R$ 98.940,00. Pode veicular o filme que melhor lhe convier". O ex-gerente da Nossa Caixa reagiu: "Quase R$ 100 mil, para apenas 15 dias de programação, me parece muita coisa. Teríamos uma carga extremamente pesada na emissora".
Depoimentos de funcionários da Nossa Caixa à comissão de sindicância confirmam que Castro Júnior se empenhava em reduzir os custos dos serviços contratados. "Invariavelmente, o gerente do departamento de marketing conseguia reduzir os preços", afirmou à comissão o presidente do banco, Carlos Eduardo Monteiro.
A vinculação entre anúncios e interesses dos tucanos fica clara no email que Saint'Clair repassou à Nossa Caixa, em setembro de 2004. Nele, o jornal "O Diário", de Barretos, alerta a Contexto para visita que o presidente do PSDB faria à região. E lembra que os veículos do grupo estariam "cobrindo essa visita".
"Precisamos segurar esta batata quente" -Saint'Clair preveniu o banco- "porque estamos "costurando" uma solução para um problema local em Barretos, inclusive amanhã o [João] Monteiro Neto [da Rede Vida] vai receber lá o deputado [Antonio Carlos] Pannunzio [PSDB] e vai dar um grande espaço para o candidato a prefeito, o César [Antonio Cesar Gontijo de Abreu, do PSDB], nos veículos dele".
Em setembro de 2004, o presidente da Contexto comenta, em e-mail a Castro Júnior, a veiculação de anúncios da Nossa Caixa na revista "Primeira Leitura": "Sugiro que você dê uma apertada neste pessoal, tipo uns 30/40 mil por mês, pois este din-din [dinheiro] vai fazer falta para nós em outras demandas. Enfim, um pedido do Roger é um pedido "irrecusável'", diz Vasconcelos.
De outubro de 2004 até julho de 2005, quando foram suspensos os serviços da Full Jazz, "Primeira Leitura" circulou com anúncios de página dupla da Nossa Caixa.
Um email de Roger Ferreira a Castro Júnior, em setembro de 2004, confirma quem dava as cartas nessa área: "Jaime, favor atender as considerações do Saint'Clair. E lembre-se do orçamento de nossa campanha. É daquele número para cima". (FV)
Companheiros,
se a tese do Janio de Fretias´, segunda a qual o Alckim e um sparring do Lula, esta manchete do jornal Folha, neste domingo, deve ser a primeira ação do Serra entregando seu candidato a presidente aos leões.
Eis aí o verdadeiro "Escândalo do Mensalão": é o MENSALÃO DA MÍDIA TUCANA!
ESSE TAL DE SERRA É FOGO!!! DETONOU A ROSEANA SARNEY E AGORA O GERALDINHO OPUS DEI VAI SENTIR A IRA DE SERRA... ELES SE MERECEM!!
De nada adianta "somente" afastar ou cassar ministros e deputados mensalistas, propineiros e corruptos. O que tem que ser feito na verdade, é metralhar politicamente o chefão lula. Só assim, destruiremos o casulo em que ele se esconde e moralizaremos o cenário social, ético e moral do nosso País.
De nada adianta "somente" afastar ou cassar ministros e deputados mensalistas, propineiros e corruptos. O que tem que ser feito na verdade, é metralhar politicamente o chefão lula. Só assim, destruiremos o casulo em que ele se esconde e moralizaremos o cenário social, ético e moral do nosso País.
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